Tríduo Pascal mobiliza fiéis e convida à fé sem aparências

O Tríduo Pascal, período mais importante do ano litúrgico, começou na última quinta-feira (02) com a celebração que recordou a Última Ceia e o rito do lava-pés. No tempo de Cristo, o gesto de lavar os pés era realizado por servos, mas Jesus o fez para ensinar aos discípulos os valores da humildade, do serviço ao próximo e do amor fraterno.

Na sexta-feira (03), fiéis lotaram a paróquia São José para a celebração da Paixão do Senhor. O caráter de luto deste momento foi reforçado no espaço físico da igreja. Sem adornos decorativos e pouca luz no ambiente, o Evangelho do dia narrou a Paixão de Cristo, traído, julgado e condenado à Cruz para nos salvar.

Durante a homilia, o padre Weber Galvani refletiu sobre como Jesus foi perdendo toda a aparência humana no caminho do calvário. Segundo Weber, essa perda, uma espécie de roupagem externa de Jesus, nos permitiu ver a profundidade do amor do Deus que se fez homem.

Neste sentido, padre Weber destacou a necessidade de abandonarmos a fé de aparências e rituais vazios. Despojar-se de nossas máscaras é um processo árduo, uma vez que implica expor nossos pecados. Mostrar o que somos e o que pensamos, por vezes, é motivo de vergonha diante de nossos semelhantes.

“Nós deveríamos nos perguntar se nós temos vivido pelo medo, porque queremos manter uma aparência, ou se queremos viver a verdade.”

Sendo um único grande mistério, celebrado em três etapas: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, o Tríduo Pascal termina no Domingo de Páscoa. Neste sábado (04), acontece a Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias. A partir das 19h, os fiéis se reúnem para acompanhar a bênção do fogo, a procissão do círio pascal e a proclamação da páscoa.

SERVIÇO: Vigília Pascal – Paróquia São José. Rua do Bosque, 17 – Jardim Paulista – Guarulhos, São Paulo/SP. Quando: Sábado (04) às 19h. Com duração aproximada de 3 horas, recomenda-se que os fiéis venham preparados.

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